Por Que Eu Sumi (E Por Que Estou Voltando Diferente)
(Sim, você viu certo – o conteúdo não está mais em inglês. Continue lendo pra entender o porquê)
Então… faz um tempo que não apareço por aqui. Cinco meses, pra ser exato. E olha, não foi por falta do que falar. Foi mais uma combinação de coisas que me travaram.
Se você já começou algo empolgado e viu aquilo meio que escorrer pelos dedos, você me entende. Aquele gap entre “vou fazer” e “fiz”. A lista de rascunhos que nunca saíram do papel. A voz na cabeça dizendo “posta logo” enquanto a outra fala “mas não tá bom ainda.”
Mas antes de entrar nisso, deixa eu explicar a mudança mais óbvia…
Por Que Português?
A partir de agora, o The Curator Post vai ser em português.
No momento que a gente tá vivendo, acredito que mais do que nunca devemos abraçar nossas culturas, incluindo nossas línguas. E apesar de eu ser fluente em inglês, se expressar em outro idioma não é a mesma coisa que se expressar na sua língua nativa. Tem nuances, timing, referências que simplesmente funcionam diferente.
Isso não é sobre excluir ninguém – muito pelo contrário. A internet oferece várias formas de tradução hoje em dia, então espero continuar tendo leitores que não falam português. Mas é sobre finalmente priorizar autenticidade e criar num espaço onde eu posso ser completamente eu mesmo.

Mas O Que Rolou?
A vida ficou intensa (no bom sentido). Esses últimos meses foram cheios – eventos, viagens, mudança de emprego, um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo. Tudo positivo, mas ocupou muito espaço mental. E algumas dessas coisas eu quero até postar sobre em algum momento, quando organizar as ideias.
Curadoria é fácil. Criação não. Essa foi a ficha que mais demorou pra cair. O The Curator Post começou como um espaço pra compartilhar coisas bonitas – arte, música, cultura. Isso é natural pra mim. Mas criar conteúdo original? É outro nível. Pensar num tema, escrever, gravar, criar artes, editar, postar… é muito trabalho. E eu subestimei isso completamente.
Perfeccionismo me travou. Mas não com o conteúdo em si – mais com a parte estética. Eu sou muito apegado a detalhes que às vezes nem vão fazer diferença. A imagem tem que estar certa, o layout perfeito, a proporção exata. Fico horas nisso e no fim? Não posto nada porque nunca tá “pronto”.
Receio com timing. Sempre tem algo rolando, né? Um lançamento, uma nova temporada de uma série, vários eventos, enfim… Eu queria postar sobre certas coisas, mas quando via, já tinha passado o tempo e não fazia mais tanto sentido. Aconteceu várias vezes – eu sabia que queria falar sobre tal assunto, mas quando finalmente ia fazer, já era tarde demais.
Muita ideia, zero execução. Meu app de notas é um “cemitério” de ideias “geniais”. Centenas delas. E cada ideia nova parecia mais interessante do que terminar a anterior. Mas como já dizia Steve Jobs: “To me, ideas are worth nothing unless executed. They are just a multiplier. Execution is worth millions.” Ou seja, sem execução, uma ideia vale literalmente nada. E eu virei colecionador de ideias, não criador de conteúdo. A execução é tão importante quanto – às vezes até mais que – a ideia em si.
E sim, preguiça mesmo. Às vezes não era perfeccionismo, nem timing, nem nada complexo. Às vezes eu simplesmente não tava afim. E deixei isso ganhar, dia após dia, ainda mais conciliando com trabalho novo e compromissos pessoais.
O Combinado
Não vou prometer post todo dia nem um cronograma redondinho. Aprendi que essas promessas são cilada. O que eu prometo é honestidade. Papo reto sobre cultura, música, arte, vida, e o que mais vier na mente. Alguns posts vão ser mais trabalhados, outros mais crus…
Vou errar? Com certeza. Vai ter post que não vai funcionar? Óbvio. Vou continuar lutando com perfeccionismo, timing e preguiça? Sim. Mas pelo menos agora eu vou estar fazendo isso de maneira mais autêntica.
Se você tava esperando eu voltar, valeu pela paciência. I’m back!

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